Hoje passei por uma experiência que nunca tinha vivenciado. Eu vi na frente dos meus olhos uma situação que me pedia ajuda. Por alguns segundos fiquei na dúvida: o que eu faço? Eu ajudo ou não?
Resolvi, então ajudar. Percebi que só pelo fato de eu estar ali, por ter lido o que eu li, eu já estava envolvida. Eu era também responsável por aquela vida.
Não fiz nada menos do que minha obrigação e acho que posso ter sido uma das responsáveis por salvar uma vida.
Passei o dia todo com essa história na cabeça e pensei em como hoje em dia é tão normal ser cada um na sua. Eu estou aqui vivendo minha vida, tu estás vivendo a tua. Eu sou responsável por mim, tu és por ti. Isso é o que a sociedade cada vez mais está demonstrando, é isso que muitas vezes eu sinto.
Mas hoje finalmente caí na real. Saí da teoria de que estamos todos ligados, que somos todos parte de algo. Eu senti na pele a responsabilidade de poder fazer algo para alguém.
Acho que todos os dias, com as mais pequenas ações, salvamos vidas. Seja com um sorriso, seja com um "bom dia". Todo mundo precisa de atenção, de carinho. E acho que não custa nada nós aprendermos a repartir isso com todo mundo. Claro, na vida a gente não gosta de todo mundo, mas então não precisa maltratar.
A gente é responsável pelos nossos amigos, sim. A gente é responsável pelas pessoas que entram na nossa vida, sim. Talvez não tão responsável quanto um pai é de um filho. Mas a gente é. Tudo que a gente faz tem uma consequência, tudo que a gente faz pode ser o diferencial entre a vida e a morte.
Talvez quando todos nós percebermos do que somos capazes, salvaremos milhares de vidas todos os dias.
Não dá para ser indiferente. Simplesmente não dá.
26 julho, 2012
11 junho, 2012
Eu estou decepcionada. Com as pessoas. Com tudo. Como pode alguém te conquistar e depois simplesmente sumir? Sério, não estou dizendo que tu és eternamente responsável pelo que cativas. Como bem disse Martha Medeiros certa vez, isso seria um fardo pesado demais para qualquer um. Imagina as pessoas vítimas de um admirador platônico. Ela seria responsável por ser quem é e, involuntariamente, cativar alguém? Não, isso é demais para se pedir de uma pessoa.
Mas o que eu não acho demais é pedir um mínimo de consideração.
Mas o que eu não acho demais é pedir um mínimo de consideração.
22 maio, 2012
Caminho
Sabe aqueles filmes em que absolutamente tudo dá errado e, no fim, magicamente, dá certo? Estou começando a acreditar que a vida é mais ou menos assim. Claro, não tem mágica. Tem apenas pessoas tomando decisões que vão fazer toda a diferença no final.
Hoje terminei de ler um livro de auto-ajuda. "Ele não está tão afim de você" é uma compilação de terríveis desculpas que nós, mulheres, sempre damos para justificar aquele carinha que simplesmente NÃO ESTÁ AFIM DE NÓS. Não adianta. Está na nossa natureza: "ele não me ligou, porque está ocupado", "ele não é maduro ainda para um relacionamento sério", etc. Mulheres, se aprendi algo com esse livro é: parem. É tosco, mas é verdade que tem muuuitos outros peixes nesse mar chamado "MUNDO" e tem que ter alguém que vai te valorizar como tu merece. (Enfim, um livro bem legal e super engraçado. Recomendo para distrair um pouco. Também tem o filme que é tudo de bom.)
Eu não sou fã número 1 de livro de auto-ajuda, mas vou te contar uma coisa: esse me ajudou bastante, hahaha. Já sinto uma mudança na minha atitude perante a vida. A vida é um eterno aprendizado, como diria qualquer pessoa. Todo santo dia a gente agrega algo novo, a gente aprende.
É, reconheço que a vida nem sempre é um mar de rosas. Há problemas, há gente chata, há doenças, há caminhos que passam pelos becos mais obscuros, mas, acima de tudo, há esperança. Sem esperança não há como viver. Claro, vamos viver o presente. Não adianta viver na brisa do amanhã. Eu adoro pensar no amanhã. Seguidamente me pego imaginando minha vida sem todo esse drama adolescente, com um emprego, uma casa própria. E o mais engraçado é que eu imagino como eu vou pensar de quão boba já fui. Eu já me vejo no futuro e isso é assustador quando se percebe que o futuro ainda falta muito.
Nossas atitudes têm tudo a ver com isso. Se eu vou pegar tudo de ruim que acontece comigo e me fazer de vítima - PIMBA! - temos uma vítima. Sério, não sou a pessoa mais alto astral que vocês vão conhecer na vida. Não sou uma entusiasta de carteirinha, mas eu tento, ao máximo, levar a vida com leveza. Por que se desesperar antes de achar outra saída? Sim, há momentos que os becos são sem saída. Mas eu te pergunto: será que é sempre assim? Será que todo problema é uma rua sem saída?
Eu acredito no final feliz. Talvez seja a inocência de uma jovem... Espero que seja a inocência que vou levar para a vida. E se há o final feliz, porque não fazer do caminho um momento feliz também?
06 maio, 2012
Crise
Eu sempre achei que tinha escapado dessa fase de dúvidas. Desde a sexta série, eu já sabia o que queria e nada me fez mudar. Grande ilusão que seria assim tão fácil!
Estou em crise. De identidade. De profissão. DE TUDO. De repente, estou apavorada com o futuro. Vou ter sucesso, é isso que eu quero? Eu não sei mais. Eu não sei nem mais se tenho talento pra coisa.
E o lado profissional é só a metade do que está me atormentando.
Eu quero agir pra ser melhor. Mas não sei como. O que preciso fazer? Onde estão as respostas?
É, estou em crise.
Estou em crise. De identidade. De profissão. DE TUDO. De repente, estou apavorada com o futuro. Vou ter sucesso, é isso que eu quero? Eu não sei mais. Eu não sei nem mais se tenho talento pra coisa.
E o lado profissional é só a metade do que está me atormentando.
Eu quero agir pra ser melhor. Mas não sei como. O que preciso fazer? Onde estão as respostas?
É, estou em crise.
27 março, 2012
Silêncio
Eu me pergunto se algum dia vou encontrar o silêncio. Eu me deito e espero perder o controle da minha mente e estou rodeada de sons. Se não é o barulho da estrada que está a alguns metros de mim, é o barulho da minha mente gritando coisas que eu quero esquecer. Eu quero parar de pensar por 5 minutos. Eu quero silêncio. Não quero nem o zum zum de um mosquito.
Quando finalmente acho que o silêncio chegou, a minha mente me prega a maior das peças: ela começa a sonhar. Ela fuça nos cantos mais obscuros e traz à tona coisas que eu nem lembrava mais. Pra quê? Não sei.
Aliás, sonhos. Como são engraçados. Meu consciente sempre começa eles. Depois o inconsciente decide se a história é boa ou não e se deve ser continuada. Eu sempre me imagino no futuro e, estranhamente, eu nunca tenho rosto. Talvez eu ache que eu vá mudar muito em 10 anos, não sei. Mas o lance de sempre ser no futuro é bem interessante. Por que eu iria querer sonhar com o meu presente? Acho que o presente não precisa estar no inconsciente tanto quanto precisa estar no meu pensamento nas outras horas do dia, em que milhares de pensamentos passam pela minha mente.
Estranho, né? Pensar que nunca estarei no silêncio (ao menos em vida, né, hahaha). Mas eu queria um pouco de silêncio. Só 5 minutos. É pedir demais?
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