16 fevereiro, 2011

L'amour, hum hum, pas pour moi


Acabei de ler um post muito legal num blog que adoro. Falava sobre amor e essa dificuldade de compreender o que é isso.

Eu realmente não entendo. Acredito que já estive apaixonada algumas vezes, mas não posso afirmar com certeza que foi amor. Como identificar o amor?

Assim como a Carol (do blog), eu não sei agir como a maior parte das pessoas. Eu não sei ser direta, fazer declarações e essas coisas. Pra muitos, é normal. Não pra mim.

Esses dias umas amigas minhas questionaram o fato de eu não ter namorado. Elas dizem que sou bonita (boas amigas!) e uma pessoa legal (ok, admito que sou legal hahaha). Aí que percebi que eu fujo disso sempre. Os que um dia tentaram qualquer coisa comigo foram brutalmente afastados (eu muito simpática sempre). O que é meio contraditório, pois sempre gosto dos caras que não posso ter (algo meio platônico). Eu fico lá imaginando como seria bom eu me expressar para uma pessoa que, provavelmente, nem imagina o que eu sinto. Me sinto péssima e faço quem gosta de mim se sentir péssimo também.

O que concluo é que tenho medo. Não sei por que isso se tornou um bicho de sete cabeças pra mim. Alguns se jogam sem medo. Vão de um relacionamento a outro numa boa.Eu nem tento, mas também não lamento. Sei que tenho culpa. Não posso exigir nada sem meu mínimo esforço. E digo esforço além de escrever em um diário e conversar com as amigas sobre.

O que me irrita mesmo é eu perder tempo da minha vida pelo simples fato de eu ser envergonhada. Se eu morresse hoje, não teria dito metade do que gostaria de dizer.

Tem uma música da minha banda preferida que diz assim: o amor vai te fazer ficar acordado uma noite inteira. E um dia quando tu fores velho, não olhe pra trás e diga que deverias ter tentado. Fique acordado a noite toda.

Me falta coragem. Não sei por que nunca a tive.

Não procuro o amor. Espero que ele me encontre, pois assim acho que a angústia da espera será menor.

E não me entendam mal. Não estou depressiva ou qualquer coisa. É só um pensamento, um desabafo.

9 comentários:

Heloísa disse...

ai nati, sou assim também, tento mudar mas sei como é dificil. Isso vem da nossa própria personalidade, do nosso próprio jeito, mas tente mudar, não viva em vão.

Gabriele Tais Linden disse...

Ah Nati, cada um tem seu jeito. Não se preocupa com isso. Com o tempo tu vai perdendo a timidez, vai sempre tentando :D Qualquer coisa, tu sabe, to aqui pra tudo amiga! <3

Noimix disse...

Falou bonito Nati. Eu sou assim também, e não tenho medo de falar. Sei que Deus nos deu tempo pra tudo, e no tempo certo vai acontecer. Eu já estou esperando a algum tempo, mas ainda não perdi as esperanças hehehe.
Sei que algo de muito bom está pra acontecer, mas quando? isso não importa, desde que seja bom.
Bjuss.
Ahhh, talvez algum dia alguém abra um cursinho pra pessoas envergonhadas como nós. hehehe

Anônimo disse...

Bom, Natália, não conhecia seu blog e devo parabenizá-la por ele. Acho que minha concepção de "amor" é um pouco diferente. "Amor" pra mim é um sentimento de perpetuação a alguém, quando não resta dúvida dos sentimentos. Quem ama não trai e busca sempre o melhor pro parceiro(a) em questão. "Eu te amo" pra mim é uma frase que apenas pode ser usada por aqueles que têm certeza do que querem, não lhes resta dúvida... quando alguém gosta de outra pessoa, mesmo que seja não correspondido, não sentirá vontade de ter relações íntimas com outras pessoas (beijos, sexo etc.
Estou perto dos 20 anos, no apogeu de minha juventude, mas penso um pouco diferente da grande massa com quem compartilho o rótulo de "jovem"... nos meus 15/16 anos meus amigos mais próximos me chamavam de "pegador", porque eu ficava com muitas garotas e sentia orgulho disso. Até certo dia, quando caminhava com meu melhor amigo e ele me disse uma coisa que eu nunca vou esquecer: "Cara, você pode sentir esse prazer efêmero, mas o que vem depois?". Essa pergunta trouxe consigo outras milhões, então eu comecei a pensar como ele. Eu me tornei convicto de que qualquer relação íntima é de caráter romântico, formas de expressar carinho por alguém, não uma forma de sentir um prazer passageiro, desde então passei a não mais negligenciar o ato. O meu ponto é: Não deixe se levar por impulsos momentâneos, procure alguém que você realmente sinto algo, alguém que lhe faça feliz.
Se ser tímida te incomoda, eu tenho algo pra dizer: Timidez pode ser melhor do que pensamos, nos protege em muitos casos.
Existem as mais prolixas definições de "amor", mas a minha é: Existe uma pessoa pra cada um nesse mundo.
Então não se sinta mal por causa disso, ok?

Natália Scholz disse...

Owwn! Obrigada!
Pode ter certeza que não me sinto mal, também acredito que sempre há alguém para cada pessoa!

Noimix disse...

Mas bah, também gostei das palavras do anonimo.
Mas a minha cara metade sabe brincar muito bem de esconde-esconde. asuhaushaushasuhasu

Natália Scholz disse...

CAAAAAAAAAALMA, Noimix! Deus fez o tempo certo pra cada coisa!

No rush.
No panic.
No stress.

Andrei Santos disse...

Oi! Naty, teu blog é muito legal mesmo. Sobre esse post, a medida que ia lendo ele fui me identificando cada vez mais com ele. O que disse no finalzinho do post se encaixa perfeitamente para mim, se eu morresse hoje também partiria sem ter dito tudo que gostaria. Já amei e já sofri todas as vezes que amei. Mas continuo na luta..=]...quem sabe o destino me reserva uma menina legal e divertida com quem eu possa compartilhar minha vida, e com certeza ele reserva um cara maneiro e divertido pra você também..
bj

Andrei Santos disse...

Oi! Naty, teu blog é muito legal mesmo. Sobre esse post, a medida que ia lendo ele fui me identificando cada vez mais com ele. O que disse no finalzinho do post se encaixa perfeitamente para mim, se eu morresse hoje também partiria sem ter dito tudo que gostaria. Já amei e já sofri todas as vezes que amei. Mas continuo na luta..=]...quem sabe o destino me reserva uma menina legal e divertida com quem eu possa compartilhar minha vida, e com certeza ele reserva um cara maneiro e divertido pra você também..
bj